Sigo na tentativa interminável de ser um pouco melhor comigo mesma.
sábado, 16 de maio de 2026
domingo, 15 de março de 2026
Ilógico, trágico e impulsivo.
Existe uma diferença entre o lugar em que você se coloca e o lugar em que você está. Existe uma diferença entre o que fizeram de você e o que você realmente é.
O que fizeram de nós é uma condição factual, foge da nossa mão e mesmo não gostando de estar ali, refém de ambientes decididos pelos outros, ainda assim somos obrigados a racionalizar e que tomar decisões diante daquilo.
Estamos condenados a ser livres e donos dos nossos destinos.
A gente não pode esquecer disso por mais que pareçam conceitos imaginários e já te adianto: não se engane com o campo das ideias, algo ser imaginário não o torna menos real, afinal é nossa cabeça a origem da nossa interpretação da realidade.
O Danificar e Subverter é a forma que eu encontrei de processar o que é real, é sobre sentimentos, sobre autoconhecimento, sobre se fazer presente pra mim mesma e validar o que eu sinto. E esse validar ele tem que ser de dentro pra fora mesmo. Na nossa vida nem sempre vamos ter nossos sentimentos validados, inclusive por pessoas que dizem que amam a gente.
A razão se faz uma ferramenta útil nessas situações para seres como nós que foram obrigados a viver em uma sociedade moralmente pautada na aversão das emoções consideradas ruins.
Tal hora da vida a gente é confrontado com a possibilidade de ser ilógico, trágico e impulsivo. Depois de uns anos, precisei aceitar isso para poder aceitar a mim mesma.
A vida, real como ela é, tem esse movimento caótico de existência e isso é o que nos faz ser quem somos.
Gostemos ou não, somos seres de instintos, de afetos e de necessidade de poder e a razão é uma ferramenta que nos controla e facilita passar um tanto ileso de um ambiente normativo e opressor, no qual todos estamos inseridos.
A razão é um conciliador, tentando justificar e nos dar respostas para o que não sabemos e não entendemos.
Ser moralmente correto e racional pode ainda ser apenas uma forma de legitimar um interesse pessoal também, seja qual for este, mesmo que seja algo positivo como ficar tranquilo, ainda assim é uma razão que serve a um interesse individual e é algo que nos dará um certo poder, mesmo que este seja o poder de esquecer. A razão não possui neutralidade, mas ela nos ajuda a contar uma versão melhor da vida e da gente mesmo, eu não a critico completamente mas não descarto a possibilidade de, no fundo, uso-a apenas para justificar a minha própria versão da realidade e esquecer um pouco todas as coisas a que me condicionam a estar onde eu não gosto.
Eu sempre tento ver os outros com um olhar gentil, com paciência e tudo mais, só que eu queria ter esse olhar pra mim e isso eu não consigo ainda. É doloroso aceitar o fato de que não damos conta nem da gente, de certa forma. E, em parte, entra aqui um conclusão que tive em um dia na terapia: A razão é uma forma de aceitar a dor.
Talvez, poucos sentimentos são tão potentes quanto este: dor.
Muito provavelmente, a dor é a força mais verdadeira que habita o ser humano, muito além do tão popular "ódio", e do famigerado amor, que é tão falado por aí como grande combustível do mundo.
A dor, o sofrimento, são fatores determinantes para a mudança. Através deles, vemos as coisas sem cortinas bonitas, sem enfeite, apenas a vontade crua e instintiva de que aquilo não aconteça mais e que mudem os movimentos da vida.
Talvez eu esteja fazendo isso agora mesmo, através deste texto, tentando organizar o caos da minha mente, e mudar alguma coisa na minha vida, esquecendo que caos não é falha, é potência.
"Apenas quem encara o abismo sem desviar o olhar é capaz de criar um novo valor pra si", disse o maluco.
Mas não somos estimulados a isso. Socialmente somos obrigados a nos anestesiar, a não gritar, a falar baixo, a ser cidadão, a ser domesticada, a pagar boleto, a ter o nome limpo, a ser sóbrio, a pensar antes de falar, a esconder nosso lado "feio" e qualquer resquício de vida que há em nós deve ser - tem que ser - reinventado, previsível e (mentirosamente) seguro, contudo, não há nada que venha do céu, do espaço, do chão, que nos salve de nós mesmos.
Tornar-se o que se é dói o ego e fere as certeza que usamos pra amenizar a vida.
Muito provavelmente, nunca encontrarei resposta nenhuma para as coisas que eu sinto e me questiono, será uma eterna resistência e coexistência estar com todas as coisas boas e terríveis no qual é construída a nossa vida e aceita-las tal como são.
A lei do eterno retorno, as voltas em círculo nos batendo sempre nos mesmos muros, os sonhos, os desejos, a necessidade de ter sentido e de compreensão, tudo isso dentro de uma pessoa não tem como ser leve.
Dito isso, aqui vai o encerramento do domingo de hoje: nem todos os desejos e sonhos caberão em regras morais.
domingo, 6 de julho de 2025
terça-feira, 14 de maio de 2024
Eu sou isso
Quem conversa com vocês nesse espaço é uma mulher. Apesar dessa informação parecer bem óbvia para quem me conheceu pelo blogger, é uma novidade para quem conhece o Danificar e Subverter pelo instagram.
E eu sempre falei como isso não importa, essa questão do gênero de quem escreve aqui. Sempre achei meio bobo, principalmente dentro do anarquismo, que nunca se imagine que ideias sobre política, subjetividade rebelde e bombas caseiras partissem de mulheres, gays, de não-binários e outras pessoas fora na machosfera. Aliás, pensamos mais sobre isso do que vocês imaginam.
Meu receio é que acontecesse o que sempre acontece: uma delimitação de quem eu sou a partir do meu gênero.
Acho que ele não sabia o motivo e tentou me ajudar a não ficar pensando muito sobre (obrigada amigo)
A insegurança de ser mulher, na minha experiência, está presente na vida no geral nos acostumamos a ela. Tentamos não falar sobre, mas na real, em 90% do tempo eu me sinto uma criatura de segunda categoria, não validada pelas pessoas ao meu redor e não considerada plenamente capaz por absolutamente ninguém.
sábado, 6 de abril de 2024
Perturbações de sábado às 09:30
Uma das características da modernidade é o forte sentido de indivíduo como centro de tudo. Eu.
O "eu sou" e "eu posso ser o que eu quiser" é uma coisa moderna. É algo do nosso momento histórico. Há 300 ou 400 anos atrás nós éramos o que nossas famílias eram. O sentido de eu possuia um significado comunitário e não falo isso entrando no mérito de bom ou ruim, é apenas um fato: você era o que seu ambiente permitia ser, você era definido por família, religião e comunidade.
No momento atual, segundo as redes sociais que parecem ter se tornado um complemento da vida, você é o que você tem, o que você finje ter, você é o que você consegue consumir.
E conseguimos consumir muito. Tanto é que nossas relações se dissolvem facilmente, consumimos as pessoas como se fossem objetos. Queremos tudo pronto e todos prontos ao que esperamos ter em nossas relações (românticas e não-românticas). Qualquer divergência é motivo de isolamento, cancelamento e fragmentação. Visivelmente não estamos mais dispostos a debater e nos conectar com as diferenças nos nossos meios sociais. E isso é algo que me perturba e tem me perturbado há muito tempo.
Para quem repara na minha forma de escrever, deve ter notado que eu sempre escrevo em primeira pessoa porque, apesar de refletir bastante a respeito, sempre chego a conclusão que sou produto do meio (e sou além disso também, mas é conversa para outro texto). Não vejo como eu poderia me ver de fora do que eu escrevo aqui. Eu vivo e sou parte do que eu escrevo.
Voltando a conversa doida que comecei...
Zygmund Bauman (1925-2017) falava sobre isso em Modernidade Líquida (2000). Líquida no sentido de volátil, adaptável e mutável aos mil estímulos dispostos para gente e a segurança praticamente inexistente nessas mudanças. Tudo é imprevisível, efêmero e raso. E por isso estamos tão confusos recebendo estímulos constantes das "mil coisas que poderíamos ser" mas a verdade é que jamais agarraríamos todas essas possibilidades em apenas uma vida ... nem se tivéssemos mil braços e 3 cérebros. Isso nos causa angústia, esse vislumbre das infinitas possibilidades nos causa angústia. O medo de escolher o caminho errado, a vida errada..a rua errada.. enfim
Parece que precisamos ser algo traçado e de muito sucesso aos 30 a qualquer custo, ou então viveremos uma vida de frustração.
Sendo que a maior frustração de todas é esta vida de competição imaginária e seleções cruéis do capitalismo moderno.
Inclusive, ser é um conceito que me perturba: não conseguimos ser e existir ao mesmo tempo. Nós estamos sendo, ou seja, somos um processo. Quem somos muda o tempo inteiro e nossos caminhos são incertos por mais que planejemos.
Viver essa vida de querer ser algo concreto é um caminho infeliz. Quem você quer ser e o que você faz para isso é muito mais importante do que quem você é.
E tudo isso me traz ansiedade, essa abstração, sem objeto de ânsia.
"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"
O que eu serei é um percurso e sua conclusão será vista ao final da vida que pode ser daqui a meia hora ou daqui a 60 anos. Não há motivos para se preocupar em concretizar o Ser no agora, no hoje.
Está fora do nosso controle.
Falando em controle, eis outro fator de discussão cerebral (eu comigo mesma): É muito difícil aceitar a ideia de que eu só posso controlar as minhas ações. "Posso" entre muitas aspas, porque o impulso está aí e as vezes queremos satisfazê-lo. Aí entra a questão emocional e irracional dos sentimentos, onde sentimos coisas que não fazem o menor sentido, sabemos que não fazem e não podemos evitar sentir. Aí volta a questão da ansiedade.
É uma (triste) rodinha de rato.
Acho que esse texto é triste e eu vinha evitando falar de tristeza aqui. Estou a meses carregando uma melancolia além da que já me é comum. Muito reclusa aos meus pensamentos ... desconectada do aqui e agora.
E agora me vem mais uma pergunta que vive martelando meu juízo:
O indivíduo é incompatível com a conexão?
Atualmente, somos individualistas? O eu importa mais do que o coletivo?
Nestes "devaneios tolos a me torturar" o que quero dizer é que a existência é complexa. Nos engessarmos em concretude, ignoramos o valor da ação e dos processos transitórios das nossas vidas pessoais e coletivas.
Não se esqueçam amigos: se eu não sei onde eu quero ir, qualquer lugar me serve. E neste qualquer eu também me perco. Neste não me ver no outro, deste desinteresse e descarte que se intensificam nas relações eu me torno menos coesa a cada passo. Se fragmenta a sociedade. Se perde a sociabilidade.
E a rodinha do rato gira cada vez mais rápido
O maior poder que se pode ter na vida, é o poder sobre si mesmo, dizem. E neste momento de esfacelamento da realidade e do que é a verdade, onde o que sobra pra gente de identidade coletiva é quase nada, eu me questiono cada vez mais onde está essa emancipação que a modernidade tanto prega. Onde eu me enquadro nesse ambiente de possibilidade que eu sempre quis ser?
Desculpem a conversa triste. Tem dias que sinto dificuldade de existir.
terça-feira, 2 de abril de 2024
Ministério da Verdade: Cuidado! A Polícia do Pensamento vai te pegar!
"o Partido está na posse da verdade absoluta, e é claro que o absoluto nunca pode ter sido diferente do que é agora. Será visto adiante que o controle do passado depende, acima de tudo, do treino da memória. Garantir que todos os registros escritos concordem com a ortodoxia do momento é apenas um ato mecânico." George Orwell
Seus sonhos serão alcançados por alguém que vai te representar e aí você crê. É a hierarquização da existência onde se é preciso subir os degraus e este degraus não serão construídos por você, serão construídos por quem você supostamente escolheu para te representar, que é obvio que é mais forte, melhor e mais justo pra isso.
Vou deixar um vídeo para vocês da História com a Nil, sobre 5 características do anarquismo.
sexta-feira, 8 de março de 2024
8M
Não costumo falar sobre o 8 de março, pois é um dia de profunda reflexão pra mim.
Contudo, fazendo da escrita meu hábito de conversar comigo mesma, decidi dar corpo a este pensamento nesse textinho curto que não faz jus ao imenso peso histórico que deu origem a esse dia. Não trarei artigos educativos para tentar ensinar nada a ninguém.
Neste dia, geralmente me calo e reflito sobre todas as mulheres que sacrificam suas vidas em prol de criar um mundo justo e igualitário e por toda a luta de classes que envolve o 8 de março. Admiro quem consegue se expressar com palavras contundentes e claras, mas eu não consigo, hoje não. Me sinto sufocada por, desde o século XX, se exigir o mínimo e ainda assim receber de volta tão pouco. Por ainda ter que falar "não" mais de uma vez. Por ainda precisar explicar o óbvio.
Sempre foi um dia que odiei. Não diminuindo o contexto histórico e a origem de luta trabalhista deste dia, que inclusive se perdeu engolido pelo capital e o comércio, mas pelo fato que de que amanhã, quando pararem de vender flores nos semáforos e acabarem os "parabéns", eu voltarei a ser , para esta sociedade patriarcal, um objeto, uma cidadã de segunda classe.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
A resposta que a gente procura muitas vezes (talvez todas) está na nossa história.
Não se diminuam por motivos externos. A nossa trajetória tem muito valor
Quem nós somos tem muito valor, nossos desejos e buscas coletivas e individuais tem muito valor.
Valorizem suas histórias e batalhas, elas são únicas e foram difíceis.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
Ministério do Amor e a dissolução do coletivo
"O afeto é revolucionário"
O nome do ministério é irônico, pois na história, ele é o mais cruel de todos. Ele tira a capacidade das pessoas de criarem laços, de formarem associações por interesse em comum e torna todos um inimigo em potencial, pois premia, com honrarias, quem denuncia traidores.
A comunicação afetiva nos transforma individualmente e coletivamente.
Quando falo em comunicação afetiva, não estou dizendo para falar tudo que vem na mente e conversar com todos, contar tudo sobre si mesmo e essas coisas superficiais. Que inclusive são perigosas
Comunicação vai além da fala objetiva, é um conjunto de ações que busca fortalecer e estabelecer laços emocionais e promover uma compreensão maior e uma real troca entre os envolvidos, e estes podem ser sua família, seus amigos, amigas e amigues, seus romances ou até mesmo um grupo de pessoas.
Estar aberto a um diálogo onde você ouça mais atentamente, se interessar pelas pessoas, perguntar com um próposito de real compreensão, ter empatia e principalmente respeitar as emoções individuais e coletivas é crucial para manter ambientes saudáveis e manter a si mesmo saudável.
A comunicação afetiva envolve a expressão sincera de emoções e nem todas precisam ser positivas.
Afeto não significa gostar, significa afetar e permitir-se ser afetado. Isso pode sim incluir demonstrações de empatia, gratidão e carinho com as pessoas mas também significa impor limites. Antes de gostar do outro é necessários gostar de si mesmo.
E aqui entramos na questão do amor.
Aprendemos que amar é doar-se e nada mais. Aprendemos tarde, ou talvez nunca, que amar também inclui a si mesmo. Inclui respeitar-se. Só caminhamos à emancipação estabelecendo limites e não se esvaziando em prol de algo ou alguém.
Fomos ensinados que o único amor é o romântico, o urgente, de filme.. que tudo tem que ser agora e tem que ser voraz, abandonar-se por completo e pra ontem!! Como se a vida fosse escapar dos dedos caso não acontecesse.
Me cansei só em escrever.
Vi uma frase num muro que dizia
"Te vejo livre, não domino;
Me vejo livre, não pertenço;
No fim das contas isso é amor."
Eu e meu companheiro conversamos muito sobre ela. Mandei a frase para ele há pelos menos uns 6 anos atrás, quando estávamos nos conhecendo mais intimamente, abordamos sobre nossas perpectivas em relação a estar com alguém e dividir a vida.
Ter uma relação assim, onde o amor não sufoca, se respeita a individualidade e a liberdade de ser e estar me trouxe muitas coisas positivas sobre saúde mental, autocuidado, diálogo honesto e um profundo respeito pela autonomia. Busco levar o mesmo a ele e as pessoas ao meu redor. É nítido como essa nossa forma de se relacionar nos faz crescer juntos e sonhar juntos sobre um futuro mais harmonioso abrangendo também as pessoas que estão conosco na vida.
A ideia de posse e domínio é rotineiramente questionada e combativa nas nossas vidas, entre nós e nos nossos ciclos de amizade também.
Simone de Beauvoir, no livro O Segundo Sexo, expõe as lógicas de dominações presentes dentro desta noção de "amor" cujo o objetivo é a validação e que a sua identidade só pode existir vinculada à alguém. Isso afeta principalmente as mulheres tornando-as passíveis de subordinação e impedidas de experienciarem outras formas de amor e afeto. O livro é bem mais aprodundado do que isso que destaquei, mas essa parte tem muito a ver com que quero abordar aqui.
As relações tornando-se superficiais nos impedem de imaginar um futuro coletivamente positivo, onde homens e mulheres podem viver uma equidade social, individual e afetiva.
Nesta noção, que vou chamar aqui de amor-prisão, o entendimento de si mesmo e do outro pouco importa, a necessidade e a vontade do outro pouco importa, a relação se torna uma busca incessante por ser algo através de alguém. E na sociedade do capital e do cansaço, que vende a ideia de que se pode ter tudo e ao mesmo tempo não temos nada toda relação é de uso e desuso onde a interação só se baseia em interesse social e material e isso, coletivamente, nos divide.
Voltando a instituição governamental fictícia de George Orwell, o Ministério do Amor combatia com mãos de ferro as relações interpessoais.
Proibir o amor e as relações de afeto enfraquecia as pessoas, isolava-os e os limitaria a vidas solitárias sem experienciar os laços de lealdade. Toda fidelidade se direcionaria ao líder supremo e nada sobraria para os grupos sociais, nem mesmo para si. O controle emocional é uma das muitas maneiras de submissão, estratégicamente uma garantia de poder e mantem a passividade e a conformidade dos indivíduos dentro de uma sociedade cruel, limitante e totalitária. Suprimir relações afetivas com seus amigos, família, entre sexos e gêneros diferentes e outros diversos grupos é uma tática que cria um ambiente hostil, de medo, subserviente, que vai corroer toda a capacidade de resistência e promover desconfiança nos afastando cada vez mais de nossa emancipação coletiva.
As ações do Ministério do Amor e sua existência são fictícias, qualquer coincidência com a realidade é mera semelhança.









